CONGRESSO EM FOCO
BRASÍLIA: O Superior Tribunal de Justiça (STF) rejeitou há pouco o pedido de liberação da promotora de Justiça Deborah Guerner e de seu marido, Jorge Guerner. O ministro João Otávio de Noronha negou o habeas-corpus solicitado pela defesa do casal, preso ontem (20) em Brasília pela Polícia Federal. Com isso, os dois seguem presos na Superintendência da PF em Brasília.
A prisão preventiva do casal foi determinada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, a pedido do Ministério Público Federal, que acusa a promotora de forjar incapacidade mental para se livrar da condenação no processo em que é denunciada por tráfico de influência e violação do sigilo funcional.
De acordo com o Ministério Público, ela e o marido contrataram dois médicos em São Paulo para ensiná-la a se passar por uma pessoa com insanidade mental. Os investigadores encontraram vídeos em que o casal aparece se encontrando com dois médicos psiquiatras que, segundo a acusação, mostrava como deveria ser a simulação. Os procuradores também levaram em conta o fato de os dois terem viajado para a Itália sem comunicar à Jusitça, mesmo estando sob investigação.
Deborah e o ex-procurador-geral de Justiça do DF Leonardo Bandarra são acusados de passar informações privilegiadas a integrantes do governo José Roberto Arruda e de terem tentado extorquir o ex-governador do Distrito Federal. De acordo com a denúncia, os dois pediram R$ 2 milhões para não divulgar o vídeo em que Arruda aparece recebendo dinheiro do delator e pivô do mensalão, Durval Barbosa.
O Conselho Nacional do Ministério Público retoma no dia 17 de maio o julgamento que apura o envolvimento de Deborah e Leonardo no caso. O julgamento foi interrompido no dia 6 de abril após um pedido de vista. O relator, Luiz Moreira, pediu a demissão dos dois por tentativa de extorsão e violação do sigilo funcional. Em sua defesa, Deborah alega insanidade mental e ser vítima de uma perseguição tramada por pessoas que teriam tido interesses contrariados por sua atuação profissional.
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