Para ela, ao contrário, avaliar é uma excelente oportunidade para o desenvolvimento e aperfeiçoamento, seja individual, seja institucional. “Avaliação é um imperativo republicano”, afirmou. Neste sentido, complementa, a avaliação deve ser compreendida como verdadeiro feedback, capaz de transformar-se em aperfeiçoamento constante. A própria forma de recrutamento dos juízes, por meio de concurso público, tem por base um sistema de avaliação que leva em conta, principalmente, a qualidade técnica do futuro magistrado. Ainda que na atualidade, acrescenta, o perfil ideal do juiz exija mais do que o domínio da técnica, para total compreensão das relações em sociedade.
“Hoje se exige um juiz protagonista, que não seja um simples aplicador da lei, mas alguém capaz de interpretar e atender as exigências e complexidades dos chamados novos direitos”, diz. Não há mais espaço, em sua concepção, para o tradicional magistrado encastelado, de ouvidos moucos e olhos fechados. “Tão anacrônico quanto isso, só mesmo o antigo dito de que o que não está nos autos não está no mundo”, finaliza.
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